sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Desfecho do Crime - Júri condena dois jovens em Salto de Pirapora

    No dia 28 de maio de 2015, por volta das 17h40, dois homens abordo de uma motocicleta chegaram em frente uma residência situada na Rua Leandro Antonio Nunes, no Bairro Terras de São João, em Salto de Pirapora, e dispararam tiros em direção ao morador da casa, Roque Soares da Silva Filho.

    Ao ouvir os disparos, Roque Soares saiu correndo, mas não conseguiu evitar ser atingido por um tiro que o alvejou na parte cervical lateral esquerda. Depois dos tiros os dois atiradores fugiram na motocicleta. Uma pessoa levou a vitima ao pronto-atendimento da Santa Casa de Salto de Pirapora, após receber atendimento inicial, a vítima fora transferida ao Hospital Regional de Sorocaba, onde foi necessário intervenção cirúrgica.

    A polícia registrou a tentativa de homicídio e durante o inquérito realizou diligência na residência de dois suspeitos e localizou dois revólveres calibre 38 nas residências dos dois suspeitos, que residem na mesma cidade. Ao encontrar os revólveres a polícia prendeu João Paulo Virgolino e Adriano Sabino Ferreira. 

                           Julgamento 

    O Ministério Público denunciou os dois por tentativa de homicídio qualificada com motivo fútil artigo 121, parágrafo 2º combinado com artigo 14 e artigo 29; todos do Código Penal, mas como não ficou patente nos autos o motivo da tentativa de homicídio, a Justiça pronunciou os acusados por tentativa de homicídio sem qualificadora. Na sexta-feira à tarde, 05/08, os dois acusados foram levados ao Tribunal do Júri, em Salto de Pirapora. 

    Adriano Sabino assumiu a responsabilidade de ter conduzido a motocicleta e João Paulo confessou ter efetuado os disparos, mas não revelaram a motivação para o crime. A promotora de justiça Maria Paula Pereira Rocha pediu condenação por tentativa de homicídio simples. 

    O defensor de Adriano Sabino, o advogado André Luiz Rodrigues defendeu a mesma tese e o defensor de João Paulo, o advogado Isaías Domingues também comungou com o entendimento da acusação (tese única).

    Os jurados deliberaram pela condenação dos dois. A juíza Thais Galvão condenou Adriano Sabino a cumprir 2 anos e 8 meses, em regime aberto, porque os jurados entenderam que a participação dele fora de menor importância. A magistrada apenou João Paulo com 4 anos e 8 meses, em regime semiaberto (regime que o preso trabalha durante o dia e à noite é recolhido em prisão). 

    Além desta condenação por tentativa de homicídio os dois são condenados em outros processos por porte ilegal de arma. Se não houvesse condenação por porte ilegal de arma Adriano Sabino seria libertado para cumprir sua condenação em liberdade. Os dois estão presos no CDP de Sorocaba.

    Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura 

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