quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Polícia Civil identifica mutreta na Santa Casa de Sorocaba no montante de R$ 25 milhões realizada por José Fasiaben, Ademir Lopes e Selma Durão

Alexandre Cassola e Marcelo Carriel
    No início de agosto de 2016, o procurador da Prefeitura de Sorocaba, Douglas Domingues enviou ofício à Polícia Civil solicitando investigação sobre faturamentos de serviços médicos hospitalares cobrados por empresas que teriam prestado serviços para a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba desde 2014.

    Segundo o procurador do município, quando a Prefeitura notificou à Irmandade da Santa Casa e assumiu à direção do hospital em 2014, no documento de notificação existe uma cláusula informando que todos os serviços para a Santa Casa seriam contratados pela Prefeitura. Ao receber o ofício a Polícia instaurou inquérito que apurou ter existido o seguinte: a empresa Intermédica emitiu faturamentos cobrando da Irmandade da Santa Casa de Sorocaba mais de R$ 1.4 milhão.

    A Fundação São Paulo mantenedora do Hospital Santa Lucinda, em Sorocaba, também emitiu faturamentos cobrando da Irmandade da Santa Casa serviços médicos hospitalares. De acordo com a investigação policial, os serviços médicos hospitalares foram realizados para o Convênio Santa Casa Saúde.

    José Antonio Fasiaben é o atual provedor da Irmandade da Santa Casa de Sorocaba e Ademir Lopes é o vice-provedor da Irmandade da Santa Casa. Na direção do Convênio Santa Casa Saúde Ademir é o presidente e Fasiaben é o vice-presidente; Selma Durão é responsável pela administração do Convênio. 

    A polícia identificou que, quando a Prefeitura assumiu a administração da Irmandade da Santa Casa, a responsável pela administração do Convênio, Selma Durão, procurou as empresas para firmar contrato de prestação de serviços médicos hospitalares e afirmou que o faturamento seria em nome da Irmandade da Santa Casa; ocorre que isto não poderia ocorrer porque os serviços não eram prestados para a Irmandade da Santa Casa. 

    O delegado Alexandre Cassola que preside o inquérito estima que o montante do faturamento cobrado pela Intermédica, Fundação São Paulo e cobrado por outras empresas que prestaram serviços podem somar R$ 25 milhões de reais. O delegado informou ainda que por causa dessa prática apesar da Irmandade da Santa Casa ser parte ilegítima, a Irmandade da Santa Casa responde 320 ações de cobrança. 

    Sabendo que os três suspeitos continuariam operando esta prática, o delegado Alexandre Cassola formatou pedido de prisão preventiva dos três com base no artigo 312 do Código de Processo Penal alegando que a prisão de Fasiaben, de Ademir Lopes e de Selma Durão era necessária para garantia da ordem pública. 

    O ministério público comungou com o pedido de prisão preventiva. O juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum de Sorocaba, Jayme Walmer de Freitas ordenou a prisão preventiva dos três: Fasiaben e Ademir Lopes estão presos desde o dia 15 de agosto e Selma Durão é procurada pela Polícia. 

    O delegado Seccional de Sorocaba Marcelo Carriel disse na quarta-feira à tarde, 17/08, quando ele e Alexandre Cassola falaram à imprensa, que o magistrado Jayme Walmer afirmou que os casos envolvendo a Irmandade da Santa Casa de Sorocaba devem ser tratados ofertando publicidade dos desdobramentos.

    O segredo da credibilidade é ser fiel ao fato     

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