quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Por causa de uma cachorra duas mulheres foram parar na Delegacia Seccional de Sorocaba; o delegado enxergou necessidade de atuar como conciliador

Delegado Tentando Acordo
    A Sra. Rosimara Andreata dirigiu-se a Plantão Policial na Avenida General Carneiro e relatou que em 29 de maio de 2016, sua cachorra sem raça definida que atende pelo nome de Pit desapareceu da oficina de seu marido, situada na na Vila Jardini, em Sorocaba. Rosimara afirmou que publicou na internet o desaparecimento do animal, contudo não localizou a cachorra.

    No final da manhã de quarta-feira, 17/08, Rosimara caminhava pela calçada da Avenida General Carneiro e avistou a cachorra Pit acompanhando uma mulher, a Sra. Patrícia e o filho dela, um adolescente de 14 anos. Rosimara alegou que reconheceu sua cachorra e exigiu que a mulher lhe entregasse o animal.  Como houve resistência e o caso ocorreu próximo da Delegacia Seccional na Avenida General Carneiro, as duas mulheres e o adolescente resolveram irem ao Plantão Policial.
Patricia e o Filho com a Pit


    A cadela parecia não reconhecer mais a mulher que disse ser sua proprietária. Rosimara afirmou ter foto do animal, caderneta de vacinação, e reconheceu a cadela Pit porque a cachorra fora submetida a um procedimento cirúrgico e uma pata, e apesar da recuperação o animal apresenta sequela. Patrícia disse na Delegacia que havia encontrado o animal e que seu filho de 14 anos, e outra filha dela de 08 anos já haviam se apegado ao animal. O adolescente chorava muito temendo perder a cadela Pit.

    Como o caso era inusitado, as atendentes do Plantão da Seccional: Eliana da Silva Rocha, Ariane Duarte Cardoso Bezerra e o investigador Munhoz foram consultar o delegado de Plantão, Romeu Lara Júnior. O delegado chamou as duas mulheres na sala e após ouvir as duas versões, o delegado aconselhou a ambas um acordo para a cachorra ficar por sete dias na casa da Sra Patrícia e durante esse período a Sra Patrícia convenceria a filha de 08 anos e o filho de 14 anos a compreenderem que a cachorra fora achada e a dona apareceu. Se a Sra Rosimara levasse a cachorra embora e lá a cachorra demonstrasse estresse não querendo ficar na casa, a Sra Rosimara entregaria a cadela para a Sra Patrícia. O acordo foi firmado entre elas. 

    "Se não houver esse acordo entre vocês eu apreenderei esse animal", disse o delegado. A Sra Patrícia e seu filho adolescente saíram com a cachorra do interior da Delegacia, aproximadamente dois minutos depois, a mulher retornou ao saguão da Delegacia e entregou o animal para a Sra Rosimara. O delegado Romeu Lara Júnior declarou surpreso em atender o caso: "Em quase 30 anos na Polícia Civil de São Paulo ainda não havia atendido um caso semelhante a este";  ele sorriu e comemorou o resultado final do caso. Rosimara disse ao delegado: "Por causa do desaparecimento dessa cachorra quase ocorreu separação entre eu e meu esposo".

    Não dá para viver sem notícia    



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