quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Bando vendia bebidas falsificadas em comércios de Sorocaba

    A polícia desmantelou parte de uma quadrilha de criminosos que falsificavam bebidas alcoólicas como uísque e vodka, consumidas em Sorocaba. Os bandidos eram ligados em parte à facção criminosa Comando Vermelho, que comanda a criminalidade nos morros do Rio de Janeiro. 
 
    Diversos estabelecimentos comerciais sorocabanos como bares, boates e adegas, compravam dos criminosos. A produção mensal da quadrilha era de 20 mil garrafas aproximadamente. 

    O chefão do esquema dessas bebidas falsas era Maurício de Carvalho, preso na manhã de terça-feira em Americana (SP), por policiais civis de Sorocaba. Outras sete pessoas foram presas na operação. Diversos materiais, equipamentos e produtos foram apreendidos no Rio de Janeiro, Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara D´Oeste.
 
    Uma fábrica dessas foi instalada em São Gonçalo, no RJ. Carvalho era o maior fornecedor de produtos para essa fábrica. O homem ainda seria responsável por irrigar o mercado clandestino de bebidas falsas na região de Campinas, e até outros Estados. A Polícia Civil de Sorocaba soube dessas informações - com o pontapé inicial das investigações feitas pela Polícia Civil de São Gonçalo - e assim a cidade acabou sendo descoberta no meio dessas rotas.
 
    Uma operação conjunta da Delegacia Seccional de Sorocaba e da polícia de São Gonçalo foi desenvolvida na terça-feira, cujos alvos eram pontos em Americana e Santa Bárbara. Foram 16 policiais sorocabanos e seis policiais cariocas participando das ações em oito viaturas. Fora Carvalho, foram presos Vilmar Vieira e Eliane Cristina de Oliveira Escadelari. Eles foram detidos e trazidos para a Delegacia Seccional de Sorocaba, de onde foram encaminhados para São Gonçalo, na noite de ontem, para responder aos crime nessa cidade.

                        Como funcionava
 
    Em Americana, região de Campinas, havia uma fábrica que fazia as bebidas; em Santa Bárbara d'Oeste havia uma unidade onde as garrafas eram lavadas e depois encaminhadas para Nova Odessa, onde era feito o envasamento e a rotulagem. Dali, os caminhões eram carregados com essas bebidas falsas, e saíam para distribuição nos estabelecimentos comerciais. Outras cinco pessoas foram presas nesses lugares e na fábrica de São Gonçalo. 

    As marcas usadas pelos criminosos eram os uísques Johnny Walker Red Label e Natu Nobilis, e a vodka Smirnoff, todas bebida de bom padrão nos estabelecimentos comerciais em que são vendidas. Os preços das cerca de 20 mil garrafas eram bem abaixo das verdadeiras.

    Reproduzido do Diário de Sorocaba

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