sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Falso médico que trabalhou na região de Sorocaba é preso na Capital Paulista

    A polícia prendeu o falso médico Pablo do Nascimento Mussolin pela segunda vez em pouco mais de um ano. Na região de Sorocaba, no ano passado, ele esteve preso acusado de estar praticando um mesmo esquema. Com ele, os policiais apreenderam o carimbo com o número de registro no CRM e um estetoscópio. 

    A prisão do falso médico ocorreu quarta-feira, 05/10, em um hospital particular em Pirituba, na zona oeste de São Paulo. Um paciente reconheceu o rosto de Pablo, por outras reportagens de 2015, e acionou à Polícia Militar. O falso médico teria de pagar uma fiança de R$ 20 para não ser encarcerado. A inscrição de Mussolin no Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais consta como anulada.

    A "Operação Placebo", que investigou a atuação de falsos médicos na região, foi encerrada em julho de 2015. O inquérito, que teve a duração de dez dias, foi comandado pelas delegadas de Mairinque, Fernanda Ueda e Simona Ricci Anzuíno. De acordo com as investigações, todos os falsos profissionais usavam registros de outros médicos para atuar de forma irregular em Alumínio, Mairinque e São Roque.

    Pablo do Nascimento Mussolin utilizava o CRM e o nome de Pablo Galvão, um médico do Rio Grande do Norte. Na mesma ocasião de sua prisão foram detidas Natani Thaísse de Oliveira, que trabalhava com os documentos de Natália Oliveira, cuja localização não foi confirmada pela polícia. Outra mulher foi identificada apenas como Vilka de Souza Nobre, que atendia aos pacientes com o CRM de Cibele Lemos, profissional que trabalha no norte do Estado.

    Pablo e Natani foram localizados e presos no dia 16 de julho. A suspeita é de que eles tenham se formado em faculdades de Medicina estrangeiras. Já Vilca disse, por meio de seu advogado, que não se apresentaria à polícia, e foi considerada foragida, estando na fronteira entre a Bolívia e o Brasil. 

    Jaime Ricardo Chumacero Cabezas Júnior foi preso no dia 29 de julho. O acusado estava foragido, mas se apresentou espontaneamente à polícia. Jaime trabalhava no Pronto-Socorro de Alumínio, prestando serviços por meio da empresa Inovaa. Conforme o apurado, Vilka era namorada de Jaime.

    Reproduzido do Diário de Sorocaba

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