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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Crime pela internet contra cantora Preta Gil resulta em adolescentes detidos em Sorocaba


    Postagens racistas feitas contra a cantora Preta Gil na rede social Facebook neste ano levaram à detenção três pessoas em Sorocaba. Uma adolescente de 15 anos e outro adolescente de 14 anos foram conduzidos à Delegacia de Investigações Gerais - DIG de Sorocaba para prestar esclarecimentos. 

    A mãe da menina também está arrolada no caso, que foi deflagrado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Eles vão responder à injúria racial, que prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão. Como os envolvidos são menores de idade, a Justiça pode determinar medidas socioeducativas como punição. 

    O garoto nega o crime e a menina alega que alguém teria invadido seu computador. A Justiça do Rio de Janeiro, a pedido da Polícia Civil da cidade, quebrou o perfil de 100 pessoas no Facebook, e identificou 38 locais em 10 Estados do Brasil que fizeram as postagens racistas; três eram de Sorocaba.

    Policiais da DIG de Sorocaba cumpriram os três mandados de busca e apreensão e levaram um telefone celular, um computador (torre de CPU) e um notebook do garoto, e um notebook da garota. Os jovens não se conheciam. Ambos moram na zona leste de Sorocaba.

    A investigação foi feita pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, a cargo da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). Tudo começou quando receberam o boletim de ocorrência que Preta Gil fizera, juntamente com os print dos post racistas do Facebook. A agressão deu-se em julho deste ano. Nos trabalhos de inteligência, a polícia identificou que os comentários partiram de diversos endereços espalhados pelos País.

    Foi pedida para a Justiça carioca, então, a quebra de privacidade de 100 perfis dessas pessoas que fizeram os comentários. São 38 lugares espalhados pela Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio de Janeiro, Pará e São Paulo. Três desses lugares eram em Sorocaba, em casas na região leste. Eles foram descobertos graças aos rastros eletrônicos que as postagens deixaram em seus IP, nome dado ao endereço eletrônico criado por um aparelho quando se acessa a internet em qualquer ponto.

    As informações foram passadas pelos delegados Marcelo Carriel, titular da Delegacia Seccional de Sorocaba, e Acácio Aparecido Leite, da DIG. Eles indicam que o caso agora fica com a Justiça do RJ, que determinará o andamento do caso e as sanções contra os menores. Por enquanto eles apenas fizeram as oitivas (acompanhados pelos pais) e foram liberados. O computador, celular e notebooks apreendidos pela DIG passarão por perícia técnica e depois serão encaminhados à Delegacia de Crimes Eletrônicos; as oitivas com os menores também. 

    No dia dos fatos, Preta chegou à delegacia abalada. Acompanhada do marido, ela prestou depoimento por aproximadamente uma hora. Depois, emocionada, disse ter recebido por meio de sua página no Facebook. "Contei para a delegada como eu fiquei ciente dos ataques. Entrei na minha página e vi uma série de ofensas a minha pessoa. Xingamentos, muitos ataques racistas, me chamando de macaca (dizendo) que eu tinha de voltar para a senzala. Coisas absurdas, que me chocaram. Fique muito nervosa e decidi vir denunciar", disse, acompanhada dos empresários e do marido, para a reportagem do jornal O Globo.

    Reproduzido do Diário de Sorocaba

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