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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Polícia Civil e MP afirmam que PCC tem mil gerentes atuando em São Paulo

    São 1.001 detentos que funcionam como gerentes do Primeiro Comando da Capital (PCC), responsáveis por cartas com ordens, decisões e pagamentos em nome da facção criminosa em todo Estado de São Paulo, onde comandam a criminalidade. 

    Os investigadores de uma força-tarefa composta pela Polícia Civil e o Ministério Público chegaram à lista durante o inquérito que apurou o envolvimento de advogados com a organização criminosa. 

    Estes advogados recebiam cerca de R$ 6 milhões anuais para fazer serviços jurídicos escusos para o PCC. O valor mantinha a chamada "sintonia dos gravatas" ou "célula R", como era chamado o grupo, que passava por uma "reestruturação organizacional" neste ano.
 
     No topo da lista dos gerentes, está Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefão do PCC há anos. Ele atende pelo número 1.013, que virou um dos seus apelidos na liderança da organização. A numeração também serviria como assinatura de cartas com ordens visando a proteger a identificação dos envolvidos.

    Uma planilha interceptada no âmbito do inquérito policial mostrou as numerações que correspondiam a cada detento. Era esse tipo de assinatura que levou as investigações a correlacionarem fatos e descobrirem a hierarquia de comando e saber quem era quem nela atuava.
 
    A letra "R" seria referência a "recursistas", como são chamados os presos que conhecem leis. Os advogados já teriam deixado de prestar serviços convencionais e estavam efetivamente agindo como elos de comunicação para a facção. 

    Um dos planos para este 2016 era uma reestruturação dessa parte do PCC. Uma transformação da antiga "sintonia dos gravatas" em uma célula dividida, com presidente, diretoria-administrativa e até "diretoria de relações institucionais", era a intenção da facção. 
 
Apontado como homem de confiança de Marcola, Valdeci Francisco Costa tinha a missão de reformular a "sintonia dos gravatas", e se denominava diretor-presidente. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia o prendeu na capital paulista em 28 de junho deste ano. 

    Reproduzida do Diário de Sorocaba

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