sábado, 3 de junho de 2017

Desfecho do Crime - Júri condena dois criminosos por homicídio consumado e homicídio tentado em Salto de Pirapora


    Tribunal do Júri condenou dois homens acusados de autoria e coautoria de homicídio consumado que vitimou Priscila Cristina de Andrade e homicídio tentado tendo como vítima a amiga dela, Gleise Simone da Silva.

    Os crimes ocorreram em 17 de março de 2013, pela Rua Sorocaba, Jardim Áurea, na entrada da cidade de Salto de Pirapora. O julgamento ocorreu na sexta-feira, 02/06. A acusação proferida pela promotora Maria Paula Pereira da Rocha pediu condenação aos réus e explanou que Priscila era ex-amásia de Giovani Camilo, o "Boca" e Gleise era ex-namorada do mecânico Ataíde Cesário da Silva.

    Depois que Giovani deixou de morar com Priscila, ele (Giovani) foi morar na residência de Ataíde, que morava sozinho, após ter separado de Gleise. Ataíde e Giovani eram do "corre". Priscila e Gleise foram morar com um amigo delas no Jardim Paulistano. Certa noite, Gleise e Priscila disseram à Polícia Militar que na residência de Ataíde existia drogas e armas. A polícia entrou na casa e averiguou, no entanto não encontrou ilícito.

    Ataíde suspeitou que Priscila teria feito a denúncia, por esse motivo alimentou ira contra Priscila. Na data do crime, Priscila e Gleise brigaram com uns moças pela Rua Sorocaba (local do crime). Durante a briga, Giovani chegou no local e telefonou para Ataíde vim no local. Ataíde  estava no "Bar do Alemão" ele e outras pessoas entraram no carro e foram no local em que estava acontecendo a briga das mulheres pela Rua Sorocaba. 

    Ataíde desceu do carro e entregou um revólver calibre 38 ao comparsa Giovani e teria dito "agora é contigo". Em seguida Ataíde e os demais que estavam com ele saíram do local. Giovani atirou matando Priscila e em ato contínuo feriu Gleise. O assassino fugiu. A Polícia Civil identificou autoria e coautoria e prendeu os dois.  Gleise perdeu um olho. 

    Preso no CDP de Sorocaba, Ataíde teria enviado recado para Gleise para ela "aliviar a barra" dele, que ele pagaria cirurgia no olho dela. Um preso na mesma unidade ao ganhar à liberdade procurou Gleise e teria falado o recado e acrescentado "caso contrário é pau no gato" (ela seria morta). 

    A acusação inicial (fase inicial do processo) era de homicídio consumado triplamente qualificado e tentativa de homicídio qualificada artigo 121 parágrafo 2º combinado com artigo 14, ambos do Código Penal. Na plenária de julgamento a promotora afastou a qualificadora do meio cruel e manteve torpeza e recurso que dificultou as vítimas de se defenderem. 

    O advogado Izaías Domingues que defendeu Giovani convergiu com a promotora. O advogado Elieser Aparecido de Souza que defendeu Ataíde pugnou pela absolvição sustentando o princípio clemência. Os jurados votaram pela condenação dos dois. O juiz André Rodrigues Menk impôs ao Giovani condenação por 18 anos e ao Ataíde pena de 21 anos e 4 meses. Por ser reincidente a pena imposta ao Ataíde é superior a pena imposta ao Giovani. Os dois estão presos há 4 anos.

    Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura  

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