quarta-feira, 28 de junho de 2017

Polícia Civil-SP apresenta manual de procedimento em locais de homicídio

    O secretário da Segurança Pública-SP, Mágino Alves Barbosa Filho, participou do lançamento do manual de Procedimento Operacional Padrão (POP) para atuação das polícias Civil e Técnico-Científica nos locais de homicídio. O evento aconteceu na manhã de terça-feira, 27/06, na Academia da Polícia Civil (Acadepol).
    O manual, elaborado pela diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Elisabete Ferreira Sato Lei, com a colaboração da diretora da Acadepol, Ana Paula Batista Ramalho Soares, busca alcançar um trabalho de excelência em todas as fases que envolvam a ocorrência de homicídios e de mortes suspeitas.
    Durante o anúncio, o secretário destacou a importância do material produzido. “Hoje presenciamos o lançamento desta obra que vai interessar não só os policiais, mas todos os profissionais de Direito. Tenho certeza que o Ministério Público vai querer levar um pouco dessa obra para que os nossos colegas possam produzir uma prova ainda melhor ao lado da nossa Polícia Judiciária”.
    O material estabelece procedimentos que devem ser cumpridos pelos agentes que participarão de todo o processo e envolve desde a recepção e envio de mensagens e comunicações obrigatórias de atendimento ao local do crime e de atividade de cartório até o registro do caso e instauração de inquérito.
    “O objetivo é que tanto as delegacias da macrorregião, bem como as unidades dos departamentos do Interior possam ter esse mesmo modelo de atendimento de local, resultando em uma investigação melhor, que possibilitará identificação da autoria do crime”, detalhou Elisabete Ferreira Sato Lei.
                       Procedimentos
    “O DHPP é um órgão de execução da Polícia Civil e tem por finalidade o exercício da Polícia Judiciária com atribuições de investigar os crimes, de autoria desconhecida, contra a pessoa, repressão aos delitos de extorsão mediante sequestro e localização de pessoas”, explicou Sato. “O manual conta passo-a-passo tudo que executamos”.
    A diretora do DHPP explicou que em relação aos delitos de homicídios, latrocínio, morte suspeita e decorrente de oposição à intervenção policial a competência é do Grupo Especial de Atendimento a Local de Crime (Geacrim), que é acionado após comunicação do Centro de Operações da Polícia Civil (Cepol).
    Ainda segundo a delegada, o Cepol é acionado pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e então de imediato a equipe do Geacrim, a perícia técnica do DHPP e mais os profissionais da papiloscopia saem pra fazer o atendimento do local – o assessoramento, e a partir daí cada um exercerá o seu papel.
    “O perito criminal irá realizar a perícia no cadáver in loco elaborando um laudo perinecroscópico, enquanto os investigadores saem a campo, entrevistando familiares e buscando testemunhas”, detalhou Sato. “O POP visa aumentar a eficácia das técnicas de investigação”, concluiu.
    O delegado geral da Polícia Civil, Youssef Abou Chain, enalteceu o desenvolvimento do projeto. “Esse tipo de iniciativa espontânea dos departamentos muito nos orgulha. Vemos que todos estão focados no trabalho e no aprimoramento das técnicas de investigação, que é o produto do que a Polícia Civil entrega à sociedade”, declarou.
    “Nós comandamos, doutor Youssef, uma polícia extraordinária. Não há um único dia em que eu não peça empenho para elucidação de um caso e que eu não tenha pronta resposta de todos os departamentos das polícias Civil, Científica e Militar. Sempre tenho amparo de todas essas instituições”, ressaltou Mágino.
    Ao final da cerimônia de lançamento, o secretário acompanhou uma simulação prática do Procedimento Operacional Padrão. O evento também contou com a participação do superintendente da Polícia Técnico-Científica, Ivan Dieb Miziara.v.
    Reproduzido da Secretaria da Segurança Pública-SP

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