sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Comando da Guarda Civil de Salto de Pirapora poderia ter evitado processo judicial

    Uma pergunta que não quer calar: qual o ponto positivo para o comando da Guarda de Salto de Pirapora e à Prefeitura em alimentarem divergência com a guarda civil Aiala Tamantine que estava gestante em fevereiro deste ano? A guarda trabalhava interno, por questão pessoal solicitou troca de turno. 

    Eis o xis da questão: o comandante Adilson Camargo não atendeu o pedido e dias depois a escalou para trabalhar no Centro Médico; se houvesse atendido o pedido talvez não teria gerado desentendimento entre a guarda e ele.

    Pelo motivo da exposição ao sol enquanto cumpria a escala na parte externa do Centro Médico, a guarda sofreu alteração da pressão arterial e precisou ser levada à Santa Casa da cidade. Após dias de repouso, a guardar recuperou-se e fora liberada para trabalhar, o comandante Adilson manteve a guarda escalada no mesmo posto. A manutenção da escala acirrou a divergência entre a guarda gestante e o comandante.

    Ora, a situação de divergência poderia ser sanada com medida administrativa realocando a guarda gestante para executar serviços internos na sede da Corporação; isso não ocorreu, o fato de manter a escala externa elevou o desentendimento entre ambos e provocou o processo judicial. Notadamente é verdade que a guarda gestante queria somente desenvolver serviços internos na sede da Guarda, por causa da gravidez, parece que isto não era compreendido pelo comandante.

    Sabe-se que com o agravamento da situação houve momento em que o comandante Adilson cogitou em resolver a questão conversando com a guarda gestante para aplicar medida administrativa, não se sabe qual a medida pretendida por ele, entretanto, antes de convidar a guarda para conversar, o comandante expôs sua intenção para alguém do primeiro escalão da Prefeitura, e teria ouvido orientação para deixar o "barco rolar", quem o orientou acreditava que a Prefeitura venceria futura queda de braço na Justiça. Mesmo que a sentença fosse favorável qual a vantagem nisso? Nenhuma. 

    A divergência provocou divisão dos guardas formando dois grupos: um em prol da guarda gestante e outro alinhado com o comandante, e moveu a guarda gestante a deliberar o processo judicial. Oxalá que a condenação imposta pela Justiça seja considerada exemplo para fazer o Comando da Guarda e a própria Prefeitura adotarem diálogo e medidas capazes de resolver questões. 

    Merece Reflexão    

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