sábado, 5 de agosto de 2017

Desfecho do Crime - Júri condena paulistano por tentativa de homicídio em Salto de Pirapora



    De acordo com acusação exercida pela promotora de justiça Maria Paula Pereira Rocha, em outubro de 2014, Messias de Lima Campos, 30 anos, alugava um cômodo na Rua Vicente Ferreira dos Santos, região central de Salto de Pirapora.

    Ao desentender-se com o proprietário do imóvel, Messias desferiu sete golpes de faca no proprietário do imóvel, o aposentado Gilberto Frutuoso de Campos.

    Após cometer o delito, Messias fugiu do local e viajou para a capital paulista, de onde veio para trabalhar de auxiliar de serviços gerais em Salto de Pirapora. 

    O proprietário do imóvel afirmou que o desentendimento ocorreu porque ele suspeitou que Messias vendia droga, por esse motivo o proprietário pediu para Messias entregar a chave do cômodo. Messias morava sozinho e teria concordado.

    No dia do crime, Messias procurou o proprietário do imóvel e disse-lhe que pretendia pagar o aluguel e entregar a chave do cômodo. Enquanto Gilberto posicionou-se de costa para pegar o recibo e preencher, Messias com uma mão aplicou-lhe uma gravata (golpe de arte marcial) e com a outra mão que empunhava a faca desferiu os golpes. 

    Houve reação da vítima, que culminou com a faca quebrando a lâmina e Messias fugindo. A vítima foi levada ao hospital permanecendo dois dias internada. Em abril de 2015, a polícia prendeu Messias na capital paulista.

                 No banco dos réus

    Na sexta-feira, 04/08, Messias foi levado ao plenário do Tribunal do Júri, em Salto de Pirapora (distrito da culpa). Indagado pelo juiz André Rodrigues Menk, o réu Messias falou outra versão e acrescentou que agiu em legítima defesa. 

    A promotora Maria Paula pugnou pela condenação por tentativa de homicídio duplamente qualificada (futilidade e surpresa artigo 121 parágrafo 2ª incisos I e IV combinado com artigo 14, ambos do Código Penal).


    Os advogados Carlos Alberto Palmieri Costa e Arthur Ongaro defenderam legítima defesa e subsidiariamente tentativa de homicídio sem qualificadora. 

    Os jurados deliberaram pela condenação do acusado, entendendo que ocorreu tentativa de homicídio duplamente qualificada. O juiz condenou Messias a cumprir 5 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto (sair pela manhã para trabalhar e no fim do dia retornar à prisão).

    Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura 

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