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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Estatística fecha 2017 apontando que São Paulo registrou menos mortes violentas e queda de sequestros


SÃO PAULO terminou o ano 2017 com reduções recordes nos indicadores de casos e vítimas de homicídios, que tiveram as menores taxas em 17 anos. Os índices de roubos em geral e de veículos, roubos a banco e sequestros também diminuíram na comparação com 2016.
    Os casos de homicídio doloso recuaram 6,48% de janeiro a dezembro, passando de 3.521 para 3.293 registros e chegando ao menor total para a série histórica, iniciada em 2001. Os dados de criminalidade foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública nesta quarta-feira (24). 
    Já o número de vítimas de homicídio diminuiu 4,65% no ano passado, na comparação com o período anterior. O total diminuiu 3.674 para 3.503 pessoas mortas, a quantidade mais baixa desde 2001. Com essa redução, 171 vidas foram poupadas nas diversas regiões paulistas. “Vidas poupadas graças aos esforços das nossas polícias e também das políticas públicas adotadas no Estado de São Paulo”, destacou o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, durante a divulgação dos dados.
    Com as variações dos indicadores de mortes intencionais, as taxas também diminuíram. Assim, em 2017, houve 7,54 casos e 8,02 vítimas de homicídios a cada 100 mil habitantes do Estado de São Paulo. Ambos os índices são os menores dos últimos 17 anos.
    “Esse número é muito significativo, que impressiona se nós compararmos com o restante do país e com algumas cidades de grande importância no cenário mundial”, falou o secretário em relação às taxas de homicídio doloso. 

 
    Em 2017, os estupros aumentaram 10,28%, passando de 10.055 para 11.089. Já as extorsões mediante sequestro caíram pela metade – de 30 para 15 boletins de ocorrência na comparação com 2016. O total desse indicador é o mais baixo da série histórica.
                       Latrocínios
    O total de latrocínios diminuiu 5,11% no ano passado, baixando de 352 para 334 ocorrências. Já o número de vítimas diminuiu 6,37%, de 361 para 338, poupando 23 vidas na comparação com 2016. Ambos os indicadores são os menores já registrados desde o ano de 2011. 

 
                                 Roubos e furtos
    Os roubos em geral diminuíram 5,99%, recuando de 323.274 para 303.906. Com 19.368 a menos, o total de 2017 foi o menor desde 2013. 
    Os furtos em geral aumentaram 0,14% (de 514.892 para 515.594) no ano, porém tiveram quatro quedas seguidas entre setembro e dezembro. No último mês do ano de 2017, houve queda de 6,4% - passando de 43.571 para 40.788, menos 2.783 casos a menos.
    Em 2017, os roubos de veículos apresentaram diminuição de 13,07% – de 77.949 para 67.760, o menor total desde 2008.  O indicador apresentou queda em todos os meses do ano.

 
    Na mesma tendência, os furtos de veículos caíram 5,53%, passando de 110.932 para 104.799 boletins de ocorrência, chegando ao menor total desde 2010.
Os roubos a banco diminuíram 29,20% e chegaram à menor quantidade em 17 anos: 97 registros. No ano passado, foram 137 casos.

 
    Os roubos de carga aumentaram 6,45% no ano (de 9.943 para 10.584), mas tiveram queda nos últimos quatro meses do ano. Em dezembro, a diminuição foi de 19,42%, passando de 1.076 para 867. “Todos os crimes contra o patrimônio também sofreram redução, a exceção do roubo de carga, que teve esse aumento, mas vem tendo agora uma redução ao longo dos últimos quatro meses, e o furto, que teve um número praticamente estável. É muito significativa a queda dos roubos em geral e dos roubos e furtos de veículos”, disse Mágino.
                         Produtividade policial
    O trabalho realizado pelas três policiais estaduais resultou em 190.680 prisões, realizadas ao longo de 2017. O total é 1,02% superior ao registrado no ano anterior: 188.751. A quantidade é um recorde para a série histórica, que começou em 2001 com 107.478 detenções.
    Ainda durante a apresentação dos dados, o secretário destacou a atuação policial no combate ao crime. “O trabalho da polícia de São Paulo é muito eficiente em relação a todas as suas áreas de atuação. É um exemplo de polícia. Sem sombra de dúvida, as nossas polícias são as melhores forças de segurança do país. O trabalho incansável é que permite que tenhamos esses indicadores".
    O total de flagrantes de tráfico de drogas também foi recorde: 49.346 registros no ano passado. Na comparação com 2016, que teve 45.549 casos, o aumento foi de 8,34%. Ao longo do ano de 2017, os policiais civis e militares do Estado de São Paulo também apreenderam 15.597 armas de fogo.
    Mágino falou também sobre a importância do reforço de efetivo policial no patrulhamento. “Quando se coloca mais polícia na rua e aumenta o patrulhamento, se inibe a ação criminosa”, comentou. “Só aqui na Capital, a PM fez o planejamento da operação “100 Dias”, com 400 operações policiais sendo realizadas por dia. Isso obviamente traz um resultado positivo. E estamos fazendo todo esforço possível para manter e ampliar esse tipo de policiamento ostensivo e preventivo", completou.
    Texto reproduzido da Secretaria de Segurança Pública-SP

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