terça-feira, 10 de abril de 2018

Desfecho do Crime - Justiça condena advogado de Pilar do Sul envolvido no caso de sexo com sua secretária adolescente


    JUIZ DE PRIMEIRO GRAU Ricardo Augusto Galvão de Souza condenou o advogado Eduardo de Freitas Santos a cumprir 08 anos de reclusão em regime semiaberto e ao pagamento de 20 dias-multa (R$ 780,00). 

    O magistrado considerou o advogado culpado pelo crime exposto no artigo 240 do Estatuto da Criança e Adolescente, produzir cenas de relação sexual envolvendo o advogado e uma adolescente maior de 14 anos, que trabalhava no escritório do advogado, situado no Bairro Campo Grande, em Pilar do Sul.

    O Ministério Público pediu que a Justiça condenasse o advogado Eduardo Freitas por mais dois crimes: estupro artigo 213 do Código Penal e por cenas de sexo explicito divulgadas pelo whatsapp artigo 241 do Estatuto da Criança e Adolescente; o juiz absolveu o advogado dessas duas acusações. 

    Ricardo Galvão também apenou Amanda Kaiane Zacarias Ruzzene (amiga da adolescente vítima) porque Amanda teria divulgado pelo whatsapp cenas de conjunção carnal envolvendo a adolescente e o advogado Eduardo Freitas. 

    O juiz condenou Amanda a cumprir 04 anos e 06 meses de reclusão em regime semiaberto aquele regime que preso(a) cumpre com direito a quatro saídas temporárias por ano, trabalhar durante o dia e à noite retornar à unidade prisional, e ao pagamento de 15 dias-multa (R$ 585,00).

    Eduardo Freitas esteve preso por ordem judicial durante a fase do inquérito, meses depois foi posto em liberdade. Amanda nunca esteve presa. 

    A sentença foi imposta em janeiro deste ano, e não convenceu a defesa do advogado Eduardo Freitas, que recorreu ao Tribunal; não convenceu a defesa de Amanda que também recorreu; ambos querem absolvição. Para o MP a pena imposta a corré Amanda, o juiz seguiu  os termos da denúncia. 

    Com relação ao advogado Eduardo Freitas, o Ministério Público recorreu por considerar sentença injusta, e quer condenação pelos três crimes e o regime de pena fechado. Tribunal vai julgar as apelações.

    Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura

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