Restaurantes, Pousadas e Pizzarias

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Nossa opinião: a mulher "impiedosa" no júri popular

Márcia Sampugna, "Mulher Impiedosa"

    POST PUBLICADO na semana passada noticiando o caso envolvendo Vera Márcia Sampugna e seu namorado Aquiles Oliveira, o popular "Gordinho", em Salto de Pirapora, recebeu 22 mil visitas.

    Um exército de internautas indignados com o caso duelou com outro exército de amigos e familiares de Vera Márcia gerando mais de duzentos comentários. 

    Este fato é inusitado, assustador e grave ao ponto de provocar Sorocaba Notícia a expor seu ponto de vista a respeito da conduta da mulher, que conduziu seu veículo por mais de 6 quilômetros de extensão na Estrada da Barra até o centro de Salto de Pirapora e na sequência transitou por ruas e avenidas, e seu namorado sobre o capô do carro. Ele caiu e sofreu contusão cerebral, continua internado semiconsciente no Hospital Regional de Sorocaba sob risco de morrer.

                 Por que ela no júri popular?

    Ao conduzir um veículo estando outra sobre o capô, obviamente o condutor ou condutora estar consciente que oferece risco à outra pessoa. Vera Márcia era convicta de que seu namorado poderia cair  a qualquer momento e o carro o atropelar causando-lhe danos físicos ou até mesmo sua morte. 

    É evidente que ela não atentou para isto e insistiu dirigindo o carro, essa conduta é considerada juridicamente como dolo eventual: o agente estar consciente do que poderá ocorrer, contudo, imagina: não se importa com o que poderá ocorrer, e portanto não desiste da conduta; foi isto que ela fez. 

    Na Delegacia, ela poderá alegar o que quiser, acredito que não descaracterizará o dolo eventual. Se ela disser que o namorado insistiu permanecer em cima do capô do veículo isso não justifica sua conduta, ela poderia não sair com o carro e ligar para a Polícia. Se ela alegar que veio do Bairro da Barra até próximo ao Arena Snooker Bar porque pretendia ir na Polícia, na Guarda ou  na Delegacia pedir para retirá-lo do capô isso não convence ninguém porque naquele bairro onde o namorado caiu existe a sede da PM, da GM e a Delegacia; ela não foi em nenhuma dessas instituições. 

    Existe quem diz que é injusto entender que ela cometeu homicídio tentado tipificado de dolo eventual.  Quem diz ser entendimento injusto é porque a vítima Aquiles Oliveira não faleceu no local do fato nem na Santa Casa da cidade, se ele estivesse morto o senso de justiça estaria formado em dolo eventual. Seria necessário a vítima falecer para enxergar dolo eventual? 

    A rigor o ministério público deve denunciá-la, o juiz(a) enviar o caso ao júri popular para decidir o destino dela. Se for condenada ou inocentada é outra coisa, não importa o resultado; depois de julgada no júri condenada ou não ela vai pensar dez vezes em sua conduta. 

    Merece Reflexão    

Nenhum comentário:

Postar um comentário