sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Desfecho do Crime - Acusados pela morte do criminoso Natal que usava nome do irmão são condenados no júri em Salto de Pirapora


    O CONSELHO DE SENTENÇA se reuniu sexta-feira à tarde, 15/02, para julgar conduta atribuída ao Raimundo Medina e Diogenes Francisco, acusados pelo assassinato do criminoso Jonas Ezequiel Taveira, conhecido por Natal; crime cometido em 2014, no Bairro Santa Maria, em Salto de Pirapora. 

    Os jurados acolheram tese proferida pela promotora de justiça Maria Paula Pereira da Rocha, que defendeu condenação por homicídio qualificado artigo 121 CP. A juíza que presidiu a plenária, Thais Galvão impôs condenação por 16 anos de reclusão, em regime inicial fechado. 

    Os advogados dos réus: Alex Sander Gutierres e André Rodrigues disseram que recorrerão da sentença para tentarem redução da dosimetria (diminuir período da reprimenda). Raimundo e Diogenes permanecem presos.

               Relembre o crime que repercutiu na região
    
    Em data desconhecida, Raimundo Medina Azevedo, Diogenes Francisco da Silva e Jonas Ezequiel Taveira da Silva, apelidado por "Natal' que usava a identidade do irmão dele Pedro Alcântara Taveira da Silva, residente no Rio Grande do Norte, combinaram assaltar uma chácara em Salto de Pirapora. Eles executaram o plano roubando diversos pertences da chácara. Após o crime se reuniram e dividiram os pertences roubados. 

    Dias depois, Raimundo e Diogenes souberam que o comparsa Natal (que se passava pelo irmão Pedro Alcântara) não apresentou um revólver para partilha, munições e joias; isso teria acontecido porque foi o indivíduo Natal quem invadiu a casa rendeu as vítimas, e recolheu os pertences, o outro comparsa se posicionou na entrada da residência e o terceiro permaneceu dentro do veículo esperando os dois comparsas.

    Diogenes foi tirar satisfação com Natal e este teria lhe ameaçado como também ameaçado a família  de Diogenes. Aborrecido com este fato, Diogenes procurou Raimundo e comunicou o ocorrido. Raimundo e Diogenes deliberaram matar Natal. Em 24 de julho de 2014, Ramundo, sua irmã Lindany Raiane Alves Ramos e Diogenes combinaram oferecer comes e bebes ao Natal e o convidaram. Conspiração. Natal aceitou o convite. 

    Assim que Natal chegou na residência de Raimundo no Bairro Santa Maria, em Salto de Pirapora, a irmã de Raimundo, Lindany Alves dissolveu comprimidos para dormir no suco e serviu ao Natal. Depois disso começou o comes e bebes. Natal sentindo sono deitou numa rede e dormiu profundamente. Raimundo e Diogenes desferiram golpes com marreta atingindo a cabeça de Natal causando sua morte dentro da rede.

    Natal morto, Diogenes e Raimundo cavaram um buraco no quintal da casa, deitaram o corpo, lançaram gasolina e atearam fogo. Não se sabe por que o fogo não queimou totalmente o corpo. Muitos dias depois disso exalava odor insuportável. Raimundo e Diogenes enrolaram os restos mortais numa lona de piscina, transportaram a lona com os restos mortais até a Estrada do Bairro Juncal, em Salto de Pirapora, e lá lançaram a lona com os restos mortais. 

    Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura!   

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