quarta-feira, 27 de março de 2019

Bullyng na Escola do Jardim Primavera em Salto de Pirapora: estudante teria sido obrigado lamber o chão da sala de aula e o pó do giz na lousa


    A SENHORA Rosemari Dias Netto é mãe do adolescente M.V. N. F. de 12 anos, a quem citarei pelo sobrenome Freitas, o filho dela até o final de fevereiro deste ano cursava 7ª Série na Escola Estadual Jardim Primavera, em Salto de Pirapora. O adolescente está sem estudar porque sua mãe o tirou da escola.

    Rosemari relatou ao Sorocaba Notícia que na segunda quinzena de fevereiro deste ano ela esteve na escola para buscar seu filho, um colega de classe lhe procurou e disse-lhe que dois colegas de sala de aula obrigaram Freitas de 12 anos lamber o lixo que estava na lixeira, em seguida lamber o assoalho da sala de aula e lamber o pó do giz que existia na lousa; Freitas teria atendido as exigências dos colegas; disse ainda que existia professor na sala de aula no momento dos fatos.

    Rosemari alega que outros quatro colegas de sala de aula do filho confirmaram a versão relatada. Mãe e filho foram embora até a casa da mãe dela onde Rosemari indagou ao Freitas e ele chorando confirmou os fatos. Por que você fez sem reagir? Mãe, eu sentir medo. Freitas também afirmou que não seria a primeira vez. No dia seguinte Rosemari foi até a Escola e falou os fatos à direção do estabelecimento de ensino e afirmou que seu filho não continuaria estudar naquela escola. 

    Rosemari observou alguns comportamentos de seu filho Freitas que levantaram suspeita que o adolescente sofre grau leve de autismo denominado pela ciência de Sindrome Asperger; por causa da suspeita o adolescente Freitas está tratando com psiquiatra e com neuropsicólogo. A mãe suspeitou do grau leve de autismo porque entre outros comportamentos seu filho é calado e não revelava que sofria humilhação na escola. 

    De acordo com Rosemari, ela vai interpelar a Secretaria Estadual de Educação para arcar com todos os danos causados ao seu filho em plena sala de aula com um docente presente. Ao saber que Rosemari acionaria a Justiça, uma supervisora de ensino procurou Rosemari e lhe disse que não ocorreu bullyng, e acrescentou que o adolescente Freitas era quem dizia aos colegas: "vocês duvidam que eu posso lamber o giz da lousa e outras coisas mais? E ao ser desafiado ele aceitava os desafios. Rosemari rebate essa afirmação da supervisora porque ela (mãe) nunca soube disso por boca de outra pessoa. "Processarei a Secretaria de Educação"; reafirmou Rosemari. 

    A pretensão de Rosemari é que seu filho Freitas volte à sala de aula em outra escola, ela disse que procurou outras duas escolas em Salto de Pirapora, porém ouviu informação que não havia vaga, porém, ela permanece otimista.

    Segredo da credibilidade é ser fiel ao fato!

Nenhum comentário:

Postar um comentário