quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Pilar do Sul - Justiça manda prender o advogado Eduardo Freitas, condenado por ato sexual com sua secretária adolescente

    
    POLICIAIS MILITARES foram ao escritório de advocacia do advogado Eduardo de Freitas Santos e prenderam-no cumprindo mandado judicial. A captura do advogado ocorreu quinta-feira, 31/10, por volta das 09h20. 

    Em 2018 o juiz Ricardo Galvão, no Fórum de Pilar do Sul condenou Eduardo Freitas a cumprir 08 anos de reclusão em regime semiaberto (trabalhar de dia e dormir na cadeia), porque o advogado manteve relação sexual com a secretária dele, uma adolescente. O ato sexual fora publicado no aplicativo WhatsApp. 

    Os policiais apresentaram o advogado na Delegacia de Pilar do Sul. O delegado Milton Andreoli registrou a captura de procurado e mandou encerrar o advogado na prisão daquela cidade. 

    Eduardo Freitas esteve preso certo período durante a instrução criminal, depois a justiça mandou libertá-lo. No ano passado houve o veredicto condenatório. O advogado condenado apelou ao Tribunal de Justiça-SP. Recentemente o juiz Ricardo Galvão expediu o mandado de prisão para cumprimento da pena imposta. Leia abaixo a decisão judicial de primeiro grau. 

Desfecho do Crime - Justiça condena advogado de Pilar do Sul envolvido no caso de sexo com sua secretária adolescente

    JUIZ DE PRIMEIRO GRAU Ricardo Augusto Galvão de Souza condenou o advogado Eduardo de Freitas Santos a cumprir 08 anos de reclusão em regime semiaberto e ao pagamento de 20 dias-multa (R$ 780,00). 

    O magistrado considerou o advogado culpado pelo crime exposto no artigo 240 do Estatuto da Criança e Adolescente, produzir cenas de relação sexual envolvendo o advogado e uma adolescente maior de 14 anos, que trabalhava no escritório do advogado, situado no Bairro Campo Grande, em Pilar do Sul.

    O Ministério Público pediu que a Justiça condenasse o advogado Eduardo Freitas por mais dois crimes: estupro artigo 213 do Código Penal e por cenas de sexo explicito divulgadas pelo whatsapp artigo 241 do Estatuto da Criança e Adolescente; o juiz absolveu o advogado dessas duas acusações. 

    Ricardo Galvão também apenou Amanda Kaiane Zacarias Ruzzene (amiga da adolescente vítima) porque Amanda teria divulgado pelo whatsapp cenas de conjunção carnal envolvendo a adolescente e o advogado Eduardo Freitas. 

    O juiz condenou Amanda a cumprir 04 anos e 06 meses de reclusão em regime semiaberto aquele regime que preso(a) cumpre com direito a quatro saídas temporárias por ano, trabalhar durante o dia e à noite retornar à unidade prisional, e ao pagamento de 15 dias-multa (R$ 585,00).

    Eduardo Freitas esteve preso por ordem judicial durante a fase do inquérito, meses depois foi posto em liberdade. Amanda nunca esteve presa. 

    A sentença foi imposta em janeiro deste ano, e não convenceu a defesa do advogado Eduardo Freitas, que recorreu ao Tribunal; não convenceu a defesa de Amanda que também recorreu; ambos querem absolvição. Para o MP a pena imposta a corré Amanda, o juiz seguiu  os termos da denúncia. 

    Com relação ao advogado Eduardo Freitas, o Ministério Público recorreu por considerar sentença injusta, e quer condenação pelos três crimes e o regime de pena fechado. Tribunal vai julgar as apelações.

    Quem comete crime está sujeito a pão de angústia e água de amargura

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