terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Ex-detenta aconselha: Não entrem nessa por nada nem por ninguém essa vida é ilusão


    DESDE MAIO DESSE ANO, o site Sorocaba Notícia tentou entrevistar uma ex-detenta para saber o que acontece quando uma mulher é presa desde o momento que ela chega na Cadeia Feminina e o dia dia da detenta.

    O site conseguiu entrevistar  uma ex-detenta pelo WhatsApp. A entrevistada que mora na região de Sorocaba e pediu para não citar seu nome, disse que ao entrar na cadeia o sentimento da pessoa é de ter perdido o chão, no entanto acredita que em breve sairá dali. Uma presa líder da cela que é chamada de Jet se aproxima e pergunta a respeito do que aconteceu para a novata perder a liberdade. A presa novata relata o motivo da detenção. O relato é escrito num caderno que é utilizado como arquivo dentro da cadeia. 

    A entrevistada afirma que a comida é ruim e sem higiene, ela encontrou até barata na refeição, disse ainda que na cadeia não existe atividade de recreação, são situações que podem ajudar a detenta valorizar a liberdade, contudo, muitas saem da cadeia e depois voltam a delinquir. 

    Se uma presa comete indisciplina que na maioria dos casos é furto ou talaricagem que na linguagem das presas é ficar com a namorada de outra presa, as duas atitudes resultam em punição imediatamente pela liderança da cela (a Jet) que bate e as outras detentas não podem socorrê-la. Depois da surra, o caso é informado para a direção da cadeia que impõe outro castigo levando a presa para uma cela escura, onde o banho é frio e as necessidades fisiológicas são feitas num buraco, essa cela de castigo é chamada de pote. 

    Algumas presas recebem visita do esposo ou do companheiro, dos filhos, dos pais e de irmãos. Se alguém imagina que em cadeia feminina não existe visita íntima engana-se isso ocorre como acontece em cadeia masculina. A maioria das mulheres presas é por tráfico de drogas. A entrevistada esteve presa três anos por envolvimento com tráfico de droga: dois anos em regime fechado e um ano em regime semiaberto, na unidade do Butantã-SP. Ela afirma que seu passado é sombrio e causa tristeza; ela concluiu dizendo " meu conselho para as mulheres é não entrem nessa por nada nem por ninguém pois essa vida é ilusão".

    Merece Reflexão






 








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